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Filme stretch com ou sem tubete: qual versão escolher para a sua operação

9 min de leitura · set · 2026

A decisão parece pequena, porque o que está em jogo é um tubo de papelão. Na doca ela aparece três vezes por turno: no peso que o operador levanta a cada troca de bobina, no volume que a expedição descarta no fim do dia e na conta de quanto filme entrou de fato em cada caixa comprada.

E ela tem um lado que raramente aparece no orçamento: trocar de versão significa trocar o modo de aplicar. Quem compra sem tubete para usar no dispenser que já tem descobre isso com a bobina na mão, no meio da carga.

O que é filme stretch sem tubete?

É a bobina fornecida sem o eixo de papelão no miolo. O material não muda: continua sendo filme de polietileno (PE) esticável, que trabalha por memória elástica — é esticado durante a aplicação e passa a tentar voltar ao tamanho original, comprimindo a carga contra o pallet.

O que muda é a forma de entregar esse filme, e daí saem as três consequências práticas: o peso que o operador manuseia, o resíduo que sobra na doca e o aplicador necessário. A versão sem tubete é aplicada com aplicador tipo luva ou cinta, que segura o próprio rolo; a convencional usa um dispenser com eixo, que atravessa o tubete.

Na linha industrial, a versão sem tubete aparece tanto na bobina de aplicação manual quanto no formato mini/cinta, de 100 a 125 mm de largura e cerca de 20 micras, usado para amarrar volumes, fardos e cintas. Nada disso altera o papel do filme dentro da operação, que continua sendo o mesmo descrito no guia sobre o que é paletização: unitizar a carga e mantê-la coesa até a entrega.

Qual a diferença entre filme stretch com tubete e sem tubete?

A comparação item a item, na forma como ela chega na operação:

CaracterísticaFilme sem tubeteFilme convencional (com tubete)
Tubete de papelãoNão utilizaUtiliza eixo de papelão
Peso morto por bobinaMenor — só filmeMaior — filme + tubete
Resíduo / descarteMínimoTubete vira resíduo
Filme útil por caixaMaiorMenor
Ergonomia / manuseioMais leve para o operadorMais pesado
AplicaçãoAplicador tipo luva / cintaDispenser com eixo
Custo logísticoMenor (sem peso morto)Maior

Seis das sete linhas favorecem o filme sem tubete. A sétima — Aplicação — é a que decide, porque é a única que não se resolve com a compra da bobina. As outras seis são ganhos que aparecem sozinhos no dia seguinte à troca; essa exige que a operação tenha o aplicador certo antes de a primeira caixa chegar.

Vale registrar o que a tabela não diz. Ela não diz que um filme segura mais que o outro. Peso morto, resíduo e ergonomia são propriedades da bobina; estabilidade de carga é propriedade da tensão aplicada. São duas conversas diferentes, e misturá-las é o erro mais comum nessa escolha.

Vale a pena trocar o filme com tubete pelo sem tubete?

Compensa quando pelo menos uma destas três condições existe na operação:

  • Volume alto de troca de bobina. Quanto mais vezes por turno o operador levanta uma bobina, mais o peso morto do tubete pesa — literalmente. Em operação de muitas cargas por dia, a ergonomia deixa de ser detalhe.
  • Descarte de papelão que já incomoda. Cada bobina consumida deixa um tubete. Operação que separa, acumula e paga pela retirada de resíduo sente a diferença sem precisar de planilha.
  • Frete e armazenagem sensíveis a peso. Peso morto viaja e ocupa posição. Onde o custo logístico por quilo é relevante, o papelão transportado aparece na conta.

A troca também é simples de testar: peça amostra, aplique em pallets reais da sua linha, com a mesma carga e o mesmo trajeto, e compare metros úteis em vez de caixas compradas.

Quando o filme com tubete continua sendo a escolha certa

Ser honesto aqui é o que evita uma troca cara. O filme convencional segue fazendo mais sentido em três casos:

  • Paletização em máquina. O porta-bobina de uma máquina de paletização é projetado para um formato específico de bobina. Antes de considerar a troca, confirme a compatibilidade com o fabricante do equipamento — trocar sem conferir é comprar um item que não encaixa.
  • Operação já padronizada no dispenser com eixo. Se há dispensers em número suficiente, treinamento consolidado e nenhum problema de resíduo, a troca resolve um problema que a operação não tem.
  • Uso esporádico. Para quem embala poucos pallets por semana, o ganho por bobina é pequeno demais para justificar mudar o aplicador e retreinar quem aplica.

O tubete muda a forma como o filme segura a carga?

Não. O que define a estabilidade do pallet é a combinação de micragem, tensão e técnica de aplicação — e nenhuma das três depende de haver papelão no miolo da bobina.

A linha de filme stretch industrial trabalha com micragem — a espessura do filme — de cerca de 15 a 30 micras, com 500 mm de largura nas versões manual (18–25 µ) e automática (17–23 µ). Dentro dessa faixa, filme mais espesso não é automaticamente filme melhor: micragem alta aplicada frouxa desperdiça material e ainda entrega pallet mole.

O que multiplica o rendimento é o pré-stretch — esticar o filme antes de ele encostar na carga. Com pré-stretch de 150% a 250%, 1 metro de bobina rende de 2,5 a 3,5 metros aplicados, e a linha admite estiramento de 150% a 300%. Como referência de aplicação, use 2 a 3 voltas de reforço na base, subida em espiral com sobreposição de cerca de 50% entre as voltas e mais 2 a 3 voltas no topo, ajustando conforme peso, altura e trecho de transporte.

Há um efeito de transição que vale antecipar: ao mudar de aplicador, muda também o gesto de quem aplica. Reserve as primeiras cargas para ajustar a tensão com o operador, em vez de julgar o filme novo pelo primeiro pallet.

Como comparar o custo das duas versões antes de fechar o pedido?

A comparação direta de preço por caixa engana, porque caixa é unidade de compra e metro aplicado é unidade de consumo. O que precisa entrar na conta:

O que compararPor que importaComo conferir
Metro útil, não caixaO tubete ocupa espaço na caixa e não vira coberturaMetragem declarada da bobina na ficha técnica
Micragem equivalenteComparar 20 µ com 25 µ não é comparar preço, é comparar produtos diferentesFicha técnica das duas bobinas cotadas
Largura equivalenteBobina de 500 mm e mini/cinta de 100–125 mm resolvem tarefas distintasLargura nominal declarada
AplicadorInvestimento único, mas obrigatório na troca para sem tubeteQuantidade de postos de aplicação da doca
Descarte do tubeteCusto recorrente que não aparece no preço do filmeVolume de papelão retirado por mês
Pré-stretch praticadoMuda o consumo por pallet mais do que a versão da bobinaAplicador ou máquina em uso hoje

Com esses seis itens na mesa, a decisão deixa de ser "qual bobina é mais barata" e passa a ser "qual versão custa menos por pallet estabilizado" — que é a pergunta que a operação de fato responde. Os itens disponíveis em cada versão estão na categoria de filme stretch do catálogo.

Como a MW Pack pode ajudar

A MW Pack fabrica filme stretch em polietileno nas duas configurações de bobina — com tubete e sem tubete —, além dos aplicadores manuais que a versão sem tubete exige. São 48 itens em 9 categorias, fabricados e distribuídos para todo o Brasil, e a linha de filme stretch reúne as versões, as larguras e a aplicação indicada de cada uma.

Se a dúvida é qual das duas cabe na sua doca, o caminho mais curto é partir da operação real: quantos pallets por dia, quantos postos de aplicação, aplicação manual ou em máquina, e o que hoje é feito com o tubete descartado. A partir daí a especificação se fecha sozinha.

Perguntas frequentes

O que é filme stretch sem tubete?

É a bobina de filme stretch fornecida sem o eixo de papelão no centro. O filme é o mesmo polietileno esticável da versão convencional; o que muda é que a bobina não tem peso morto de papelão, não gera tubete para descarte e é aplicada com aplicador tipo luva ou cinta, em vez de dispenser com eixo.

Filme stretch sem tubete precisa de aplicador diferente?

Sim. Sem o eixo de papelão não há onde encaixar o dispenser convencional, e a bobina é segurada por um aplicador tipo luva ou cinta. É o único item da troca que exige decisão antes da primeira compra — e vale dimensionar pelo número de postos de aplicação da doca, não pelo número de bobinas.

Filme sem tubete rende mais que o filme com tubete?

Ele entrega mais filme útil por caixa, porque o espaço que seria do tubete é ocupado por filme. Mas o rendimento por pallet depende muito mais do pré-stretch e da tensão de aplicação do que da versão da bobina: com estiramento de 150% a 250%, 1 metro de bobina rende de 2,5 a 3,5 metros aplicados, em qualquer uma das duas versões.

Filme stretch sem tubete serve para máquina de paletização?

Depende do equipamento. O porta-bobina da máquina é projetado para um formato específico, e a compatibilidade precisa ser confirmada com o fabricante do equipamento antes da troca. Em aplicação manual, a versão sem tubete é aplicada normalmente com o aplicador tipo luva ou cinta.

Filme sem tubete é mais sustentável?

Ele reduz resíduo na origem: cada bobina consumida deixa de gerar um tubete de papelão para separar e descartar. Também reduz peso morto no transporte da própria bobina. O ganho é real e mensurável pela operação — basta comparar o volume de papelão retirado por mês antes e depois da troca.

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